Etiqueta &
Aprimoramento Social
FESTA DA BELEZA
by Carlos Alberto Hang
professor e consultor de etiqueta social
"Um dos grandes medos de pagar mico nos eventos sociais se dá com o uso incorreto dos talheres. Tem pessoas que entram em pane diante de tantos garfos, facas, colheres e tamanhos variados de copos. Mas calma que não é nada confuso, pois a etiqueta social está para facilitar tudo e não complicar, como pensam alguns. Os talheres devem estar junto de cada prato por ordem de utilização, sendo que o gume das facas deve estar virado para o prato. Sempre os garfos são colocados à esquerda e as facas à direita, bem como a colher da sopa. Na parte superior do prato devem ser colocados os talheres de sobremesa. Mas só devermos ter à mesa os talheres e copos que realmente irão ser usados e não para exibirmos nosso faqueiro completo aos convivas. A ordem de utilização dos talheres conforme os pratos apresentados é sempre de fora para dentro. Caso fique inseguro, tem duas alternativas, ou fique de olho em alguém que já sabe ou erre e vá em frente, pois não vai deixar de comer as gostosuras pela insegurança. A etiqueta é para facilitar a vida da pessoas e existe por causa das pessoas e não as pessoas existem por causa da etiqueta."
"Ainda sobre etiqueta a mesa, temos o receio de cometer gafes a respeito do tipo de copos e taças devermos usar durante a refeição. Como sempre digo, se errar, não se preocupe, só não deixe de saborear a bebida, pois a etiqueta está para auxiliar e não atrapalhar a vida de ninguém. O copo maior é para a água. Menor que este, é servido o vinho tinto, sendo o branco num copo menor que o copo de tinto. Copos pequeninos são para licores, os quais são servidos fora da mesa. Conhaque tem cálices em forma de balão. Para a maravilhosa champanha, que adoro e que pode ser servida do primeiro ou último prato, usam-se copos altos e finos. Só um cuidado maior deve-se tomar que é de não tomar a lavanda, que é uma tigela de vidro ou de outro material sobre um prato, que serve para molhar somente as pontas dos dedos e é colocada à esquerda do prato, servindo para limpar os dedos quando comemos algo gorduroso com as mãos. Geralmente se coloca algo decorativo sobre a água, como pétalas de rosas, para evitar esse tipo de inconveniente. Clique na foto ao lado para entrar num divertido exercício e teste de etiqueta social da Revista IstoÉ, e veja se você sabe se comportar a mesa."
Agora trago alguns exemplos de copos. Da esquerda para a direita, acima temos os copos para as seguintes bebidas: vinho tinto, vinho branco, champanha e o último para espumante, e a direita temos uma belíssima garrafa ornamental, "decanter", que poderá ser usada para servir vinhos, refrigerantes, água entre outros, sendo este ato chamado de decantar, que é despejar o vinho da garrafa de origem na de cristal ou vidro.
"Como sempre digo, a etiqueta social existe para facilitar a nossa vida e não complicar e muito menos é uma legião de normas sem sentido e de frescuras, como querem acreditar alguns. Muitas das nossas dúvidas podem ser respondidas por nós mesmos quando analisamos a atitude e procuramos qual a melhor maneira de agir. Assim como o questionamento que me fazem muitas vezes a respeito de como segurar uma copo ou taça, e não é nada fora do normal visualizarmos pessoas da alta sociedade segurando de maneira deselegante ou inadequada. Sempre deve-se procurar segurar nas hastes das taças e copos para que a bebida não sofra mudança de temperatura pela interferência do nosso calor corporal. Além da problemática de mudança de temperatura, nosso contato com o copo transmite ao mesmo nossa gordura que temos na superfície da pele. Temos que ter cuidado de não deixarmos aquele característico dedinho apontado para fora ou para o alto quanto seguramos um copo ou taça. Em pensar que tem pessoas que colocaram na cabeça que isso é elegante."

E na hora de servir? Nada de encher o copo em demasia. Não se deve colocar muito da bebida, mas substituí-la ou preencher em seguida para evitar que a temperatura do líquido mude muito. Quando vinho é servido, devemos ter o cuidado de não tocar no copo com a garrafa, além de que devemos encher os copos até o meio ou dois terços para que possamos imprimir um movimento giratório que permitirá apreciar o aroma. Sempre devemos servir pelo lado direito da pessoa que irá saboreá-lo pela simples razão de que a pessoa que serve segura a garrafa com a mão direita e vai deitar o vinho no copo, que deve estar em frente, ou ligeiramente à direita do conviva. Deve-se segurar pela sua parte média e nunca pela base do gargalo com o rótulo perfeitamente à vista de quem estamos servindo. A ordem por que devemos servir os vinhos é o seco antes do doce, o novo antes do velho, o branco antes do tinto, apesar de que devemos sempre respeitar o gosto de cada qual. Não bebo bebidas com teor alcóolico e de refrigerante, apenas o Guaraná, mas uma excelente champanha e um agradável vinho são indispensáveis. Tchin-tchin !!!

Uma questão que preocupa muito as pessoas quando comem fora de casa é o quanto podem comer e temem passar por verdadeiros glutões. O que tenho a dizer é que podem comer quanto quiserem e, se o buffet estiver excelente, prestigiem mesmo, pois para isso foi feito. Deve-se evitar colocar comida sobre comida. Mas o que deve ser observado na hora de se servir? Simples, é claro que poderá ir quantas vezes desejar ao buffet para se servir, mas não faça as famosas montanhas em seu prato, isto sim é deselegante e mostra a falta de educação, pois faz pensar que tem receio que os demais comam muito e não sobre mais nada ou que nunca viu comida com tanta fartura. Alguns nos reservam a desculpa de que é melhor encher o prato até a borda para não ter que voltar ao buffet, pois dá mais trabalho. Realmente, nesta caso, consegue nos deixar sem palavras diante da falta de bom senso. A comida nunca deve passar os contornos da borda do prato e sim permanecer na região central do mesmo. É realmente desagradável termos que visualizar um prato cheio em demasia, ainda mais com a pessoa lutando para que a comida não caia fora do mesmo. Não esqueça das demais normas de comportamento à mesa, como levar o garfo à boca e não à boca ao garfo, comer com as costas retas, postura correta, e não curvado, esperar para mastigar antes de trabalhar novamente com os talheres, os quais devem descansar no prato, nunca usar palito para limpar os dentes, guardanapo de pano sempre no colo, não apoiar os cotovelos na mesa, ao término da refeição colocar o garfo e a faca em pararelo dentro do prato, entre outros itens que tenho apresentado em nossas colunas. Agora já sabem: podemos comer bastante, mas com moderação na hora de fazermos nosso prato.
Um dos maiores pecados que podemos cometer diante da "Etiqueta e Aprimoramento Social" é chamarmos a atenção das pessoas na frente de um grupo ou de outra pessoa. Tem pessoas que adoram mudar as demais, até pela necessidade de mudarem a si mesmas e não tomarem ação para que isso ocorra. Falam do corte de cabelo, do jeito da pessoas se arrumarem e de todo comportamento que julgam não estar conveniente. Mas geralmente o fazem na frente dos demais, para se sentirem superiores ou pelo simples prazer em diminuir o outro para se sentirem melhores que os demais. Claro que não dão o braço a torcer e juram para os demais e para si mesmos que fazem isso por gostarem demais da pessoas e quererem o melhor para ela. Mas a regra é clara e tem bom senso. Se tens algo desagradável a comentar com o outro, faça-o em particular. No mais depõe contra quem fala e as pessoas acabam evitando a pessoa que critica e se sentem sempre incomodadas com sua presença.
Sejamos mais discretos e mais coerentes quando criticamos os demais, mesmo se for pelo bem do outro. Isso é ser chique.

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"Etiqueta e Aprimoramento Social" é sempre um assunto de interesse comum a todos nós. Com o aprendizado e a observação, evitamos cometer gafes e nos envolver em situações embaraçosas. O conhecimento nos aprimora o bom senso. Temos que tomar diversos cuidados quanto estamos lidando com pessoas, principalmente desconhecidas ou diante de pessoas outras que não temos vínculos maiores, indiferente as idades ou grau social de cada qual. Nunca devemos trazer a tona comentários relacionados a intimidade das pessoas. Não devemos fazer piadas ou comentários relativos a sexualidade, padrão social ou outros meios de informações que sinalizem a intimidade das pessoas. Ser divertido, brincar com os demais e ser criador de vínculos entre as pessoas é um importante exercício e uma ação que deve ser tomada com muito cuidado. Quando somos muito "autênticos" corremos o perigo de sermos vistos como inconvenientes e sermos evitados pelos demais ou cortados de participarmos de outros eventos sociais. Mesmo quando estamos ao lado de pessoas deveras íntimas para nós, sejam relacionadas ao seio familiar ou ao eixo profissional, nunca devemos passar além das fronteiras do bom senso e mantermos em sociedade a cordialidade e sermos criadores de uma aura adequada a ocasião, nunca passando dos limites da intimidade proposta pelo ambiente, indiferente sermos íntimos aos extremos com as pessoas. Usemos sempre o "disconfiômetro", ou melhor, o bom senso, nos relacionamentos sociais.
Num restaurante, sempre um casal deve sentar um de frente ao outro, e não
um ao lado do outro, pois além de facilitar a troca de olhares, é bem
mais fácil para se comunicar olhando para a frente, do que de lado.
"Etiqueta e Aprimoramento Social" vão além das regras de bom comportamento à mesa e afins. Cuidar do que se fala, bem como a maneira e momento que se fala é de bom tom e denota excelente nível de educação. Não é a conta bancária e o alto valor do imposto de renda, garantias de elegância e bom gosto e isto todos nós sabemos. Pessoas que tendem a falarem o que desejam e na hora que querem, mesmo alegando serem autenticas e que são donas de si, tendem a viver na solidão e passam a vida com amizades passageiras, as quais perde pela falta de bom senso na hora de fazer comentários que acabam machucando, denegrindo ou criando um ambiente negativo para os outros. Ninguém quer ser maltratado e humilhado, logo, aos poucos desistem de ter a pessoa como companhia, ou pelo menos evitam. Vamos cuidar com o que sai de nossa boca, para que não passemos por pessoas desagradáveis e muito menos percamos os poucos e sinceros amigos que ainda nos restam. Doutrinê-mo-nos e seremos mais agradáveis e úteis à sociedade e a nós mesmos.
Época natalina, e sendo assim, de dar e receber presentes. Presentear é uma arte conforme nos alerta a "Etiqueta e Aprimoramento Social". Obsequiar amigos e familiares é sempre agradável para ambos os lados, tanto daquele que presenteia, quanto do que é presenteado. Presentear é uma arte e demonstra o nível de requinte e consideração de quem presenteia, ao presenteado. Em épocas como do Natal, devemos fazer uma lista com os nomes de quem contribuiu para que nosso ano realmente tenha sido melhor e pelos que nos prestaram favores e nos prestigiaram, para que não venhamos a esquecer de demonstrar nossa gratidão maior a cada qual. Mas se formos dar algo mecanicamente e para alívio de nossa consciência apenas, é melhor nem fazê-lo. Cada pessoa a ser presenteada deve ser digna de atenção maior e sentir sua alegria em presenteá-la e sua gratidão ao presenteado. Escolher com carinho e atenção os presentes de cada qual, cuidar com o embrulho e saber oferecer o presente. Então, aproveitemos mais esta oportunidade que o Natal nos proporciona de ampliar nossos laços afetivos demonstrando a nossa consideração com os amigos, nem que seja através de um cartão escrito a mão, pois o valor está no sacrifício que fazemos e não na ostentação sem medida.
"Etiqueta Social & Aprimoramento Social". Quando falamos em etiqueta social, estamos voltados às regras de boa conduta que precisam serem inseridas no dia-a-dia para que venhamos a ter mais praticidade em todos os momentos. Já quando falamos em nome do aprimoramento social, estamos mais voltados a um aprofundamento destas mesmas regras, atribuindo a cada uma delas uma amplitude de situações que virão contribuir para a formação personal do indivíduo, pois o fará meditar acerca de seus valores e aos dos demais. Nos meus cursos que ministrei e ministro sobre o assunto, nego-me a ficar apenas limitado às regras de comportamento social ditadas pela etiqueta social, mas vou sempre ao encontro do aprofundamento que podemos fazer nelas através do que chamamos aprimoramento social, pois, para mim as regras sozinhas não educam, mas escravizam apenas, enquanto o aprimoramento delas nos faz inserir as mesmas em nossa consciência.
A Elegância do Comportamento
(Adaptado de Toulouse-Lautrec por Carlos Augusto Roveri / Colaboração: Rogério Felippe - FTS CPQ)

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples 'obrigado' diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... Porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição... Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante... Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la. * Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela FAAP (1977). Adaptação de trecho do livro "Educação Enferruja por Falta de Uso"
do pintor pós-impressionista francês Toulouse-Lautrec (1864-1901).

Como consultor e professor de Etiqueta e Aprimoramento Social, sempre digo que, o que define um indivíduo como elegante e bem educado, é a maneira com que atua diante de suas pequenas ações diárias e se estas estão baseadas no bem estar do próximo em primeiro plano. Um modelo ou artista, que tanto lidam com o público, devem ter em mente este principio, unindo com as outras regras como a maneira de andar, a tonalidade de voz, a cultura que apresenta, entre outras.
CONCEITO Conceituar, seja o que for, acaba sendo um mecanismo que limita o entendimento a respeito do assunto, como se marcasse uma linha divisória de até onde aquele conceito nos permite ir, além de que, quando satisfeito pelo leitor, não cria neste, desejos de ampliá-lo ou de indagar sobre o conceito apresentado. Mas, para que iniciemos um estudo mais aprofundado sobre um assunto, faz-se necessário trabalharmos com conceitualizações. De maneira epítome, diria que Etiqueta Social é um conjunto que regras necessárias para um bom e equilibrado convívio do individuo enquanto ser-social. Já Aprimoramento Social vai além das regras de comportamento social, indo ao encontro do desenvolvimento maior do indivíduo, funcionando como instrumento de conscientização do mesmo diante de desafios a serem superados pela melhoria de si mesmo e da sociedade em geral, bem como formulação de novos modelos de conduta social pelo bem de todos, os quais podem vir através de um aprimoramento das regras de etiqueta comportamental já existentes ou pelo reformulação das mesmas, numa leitura mais dinâmica e envolvida na história atual vivida. Assim sendo, "Etiqueta e Aprimoramento Social" é um estudo que vai além das regras de bom comportamento à mesa e afins para que o indivíduo seja aceito pela sociedade, mas tem suas regras baseadas em observações e editadas para que funcionem como um mecanismo de grande apoio à vivência adequada na sociedade.

Antes de adentrarmos ao mundo dos conceitos e dicas comportamentais que inserem o assunto de etiqueta social, iniciaremos alguns toques a respeito do nosso importante cartão-postal, isto é, do nosso corpo enquanto categoria de apresentação visual. A primeira coisa que é vista ao sermos apresentados, ao adentrarmos num recinto ou mesmo ao caminharmos num shopping e noutros lugares, é o nosso aspecto visual, formado pelo corpo, postura, trajes, higiene e cuidados pessoais, gerando aos demais um conceito primeiro a nosso respeito. Existe uma parcela de coerência no dito popular que diz que"a primeira impressão é a que fica". Claro que podemos mudar a impressão primeira, mas que dará um trabalho muito grande, isso dará. Também é verdadeiro que a impressão que apresentamos é fortalecida pela vivência ou substituída por outras, conforme os acontecimentos. Mas para quem deseja causar uma boa impressão desde o primeiro contato, deve-se preocupar com seu aspecto visual em sua totalidade. Um bom exercício é nos olharmos no espelho e procurarmos analisar como o outro poderá vir a nos ver e se aquela imagem que temos é coerente com o local em que pretendemos estar.

APRESENTAÇÃO
Conhecer e praticar adequadamente a arte de apresentação pessoal é um passo importante para as novas relações sociais e profissionais. Sabemos muito bem que é, do ato da apresentação, que decorrem os demais atos sociais em que estaremos inseridos. Devemos tomar alguns cuidados diante da apresentação pessoal, mas na mesma medida devemos entender que formalismos exagerados são tão prejudiciais quanto a falta destes. Quando agimos com formalidade severa podemos estar passando uma imagem fora do contexto natural e, sendo artificial, deixamos claro que não é o nosso verdadeiro ser que ali se encontra, mas uma produção momentânia e não digna de confiança pela representatividade, que não poucas das vezes é sintomática de uma pessoa insegura ou que pretende esconder algo. Sempre deve ser apresentada a pessoa mais importante para a menos importante. E como se dá esse grau de importância? Em primeiro lugar ficam os que cuidam teoricamente de nossa vida material (políticos e demais autoridades) e de nossa vida espiritual (sacerdotes e afins). Em segundo lugar termos as pessoas com mais idade, devido ao respeito que devemos ter por isso. Em terceito lugar temos as mulheres e as pessoas de maior destaque social. Também devemos esperar que a pessoa mais importante estenda ou não à mão, podendo apenas fazer uma reverência com a cabeça caso ela não queira o contato físico, o que deve ser respeitado e compreendido naturalmente. Também é este mesmo indivíduo mais importante que deverá dizer primeiramente o protocolar "muito prazer", sendo que o outro deverá em seguida repetir o dito "muito prazer".
Quando estamos num grande grupo e chega uma pessoa no recinto, deve-se apenas apresentar esta pessoa para o grupo com maiores detalhes, e a esta deve-se sinalizar uma característica geral do grupo e não os nomes de cada qual, pois dificilmente ela irá lembrar dos nomes da maioria, o que poderá ocorrer naturalmente com o tempo de convivência e interesse pessoal. Mas caso seja um pequeno grupo, o líder ou a pessoa anfitriã, deverá apresentar nomeamente cada qual, mas não se pratica a saudação com o aperto das mãos, e o protocolar "muito prazer" deve ficar para o final e se dirigindo ao grupo em geral. Caso o líder ou anfitrião não possa fazer a apresentação, deve-se inserir a nova pessoa e deixar que as apresentações aconteçam de maneira natural, sem formalismo e na hora em que for mais adequada. Quando a pessoa que chega é já conhecida pessoalmente ou do grupo, não se menciona o nome dela, mas somente o nome dos demais que ela ainda não conheça. Se uma senhora estiver sentada durante uma apresentação, não deverá se levantar para tal, salvo quando se trata de pessoa de mais idade ou mais importante socialmente que ela. Já o homem sempre deve se levantar ao ser apresentado para outra pessoa, mesmo sendo outro homem ou até mais jovem ou de menor destaque social que o dele.

Quando estivermos apresentando uma pessoa à outra, evitemos informações do tipo: "Este é o ex-diretor de tal empresa", "Esta é a Senhora Fulano de Tal (sobrenome do marido)", "Esta é a minha mulher", "Este é o meu marido". No lugar destes, devemos sinalizar os nomes e sobrenomes de cada qual e sua profissão atual. Caso não tenha entendido o nome, evite pedir para repetir, pois a pessoa pode achar que o nome dela é estranho, e muito menos faça comentário a respeito, caso o seja. Também nada de assustar as pessoas com o famoso: "Você não lembra mais de mim?", além de deixar a pessoa sem graça. O que pode-se fazer, neste caso, é em seguida registrar de onde o conhece para que ele possa se situar no tempo e espaço. Ao ser apresentado manifeste afeição verdadeira ao dizer "muito prazer" e ao apertar a mão, faça com mão firme. Aproveito para observar que quem estende a mão primeiramente é a mulher ou a pessoa mais importante e, caso esta não o faça, não se deve ousar estender a mão. Se for beijar o rosto, apenas um beijo e nada de dois para noivar, três para casar, etc. Caso esteja fora do Brasil, nem pensar em beijar o rosto das pessoas, limite-se ao "shake hands" (aperto de mãos) pois nosso País é que tem este costume e não a maioria dos demais países, sendo que nestes, as pessoas podem vir a sentirem-se ofendidas, apesar das boas intensões.

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